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Lord of Dark

Postado em 01/06/2013 (12:19) por Gilmore   |   Categoria: Reviews

O que é o clichê? É, basicamente, algo usado muitas vezes que acaba se tornando comum, previsível, saturado. No entanto, são elementos que toda história boa precisa, tanto que as de ontem, as de hoje e as de amanhã já empregaram, empregam e vão empregar. O bom uso dele é o que destaca a história, e é, de certo modo, sonho do interpretador ler uma história que faz uso dos clichês e ainda surpreende. É isso o que temos em Lord of Dark.

Sendo desenvolvido no RPG Maker VX, o jogo, criado por Luan Bjerk, teve início em março de 2010 e passou por uma grande paralisação, que finalmente teve um fim em outubro de 2012, quando o criador decidiu continuar o projeto. Recentemente foi lançada uma demo que corrigia os bugs presentes na anterior.

Em Lord of Dark, somos remetidos ao ano de 1673, quando estranhos acontecimentos indicam que o Exército Negro está tentando se reerguer. É a típica história de mistério mesclado com aventura: no passado, houve uma guerra sangrenta entre o exército que quer o bem e a prosperidade do povo e o exército que quer compor um reino de caos. O líder deste último é aprisionado pelo do primeiro e tem sua alma dividida em n partes de esferas de vidro. Porém, como dito antes, Lord of Dark é um clichê muito bem trabalhado, que utiliza de cenas impactantes e diálogos bem conduzidos para prender a atenção do jogador.

O que atrai no jogo é a teia de histórias paralelas que compõem o desenvolvimento da história principal. Temos um grande arsenal de personagens, cada qual com sua história pessoal, sua personalidade, seu modo de pensar e seu jeito de batalhar, que contribuem para tornar o jogo mais real, mais palpável. É impossível não se identificar com pelo menos um deles — e acabar desprezando um ou outro.

Nas palavras do criador, “o projeto tem como maior objetivo conquistar o jogador, não tanto pela história, mas pelos personagens. Procurei trabalhar bastante em cada um dos centrais e até mesmo em alguns personagens secundários”. Mesmo que a personagem central seja Cain, um rapaz cujos pais morreram na Grande Guerra, é possível jogar com outras. Algo muito interessante na demo é a formação de grupos, permitindo o jogador experimentar os estilos de luta das personagens, sem parecer forçada. Você lutará ao lado de várias personagens e terá constante contato com elas durante o jogo.

A demo disponibilizada no tópico do projeto garante que Lord of Dark não é um jogo qualquer, mesmo tendo seus erros. É possível notar erros de português nas falas, mas nada muito grave que tire a atenção do que está ocorrendo, e excesso de reticências, que acaba por deixar a leitura cansativa. As lutas são por passos, o que é bem chato, mas necessário para a evolução das personagens, uma vez que o jogo está recheado de desafios. Em comparação com o resto da demo, esses erros não atrapalham. Os mapas são amistosos, as músicas foram bem aplicadas e os sistemas contribuem bastante para tornar a experiência mais divertida.

Para jogar Lord of Dark, acesse o tópico. Deixe o seu comentário e acompanhe o desenvolvimento do jogo.

Do You Remember My Lullaby

Postado em 09/04/2013 (22:00) por Gilmore   |   Categoria: Reviews

O jogo é, na verdade, um curta-metragem com duração de aproximadamente 25 minutos. Por isso, não há a possibilidade de locomover as personagens, a única interação que o jogador tem com o jogo é passar as falas. Foi produzido no RPG Maker XP pela Freebird Games, também responsável pela produção de To The Moon.

Do You Remember My Lullaby é um presente de natal, logo, somos remetidos à época natalina, com direito a luzes coloridas piscando, neve e felicidade. Longe da cidade, há um casebre, onde uma mãe mora com seu filho. A história é contada através de flashbacks e ações, contendo poucas falas, sendo que elas estão quase sempre sendo postas em evidência, o que resulta em um ambiente vazio e triste, entrando em grande contraste com o clima natalino.

É-nos apresentado um cenário triste, quase apagado, que nos leva a simpatizar com a mãe, que luta pela sobrevivência de sua família. As cenas são bem conduzidas; as músicas trazem todo o ambiente melancólico, nos diz que é uma história triste, e elementos são destacados para dar voz às ações. Temos, como exemplo, a cena em que a mãe pega a caixa de música; o fundo se apaga, e mostra apenas a protagonista indo em direção ao objeto, caminhando na escuridão.

O que mais chama atenção no curta é sua persistência em nos fazer simpatizar com a mãe, mas em nenhum momento nos é dito seu nome. Também não vemos seus olhos, seu rosto é vazio, como se fosse o semblante da tristeza, como se ela tivesse em mente que deveria permanecer forte diante do que a vida lhe fez passar – mas somente até certo ponto. Durante grande parte do desenrolar da história, somos mantidos no escuro a respeito da fala da mãe. Suas falas são sempre breves, quando ela as tem. Na maioria de suas interações, descobrimos o que ela disse através das falas da outra personagem. Porém, mesmo continuando uma desconhecida aos nossos olhos, ainda sentimos compaixão.

É interessante também a mistura que o curta faz, com realidade e fantasia. Na cidade, temos elementos que nos dizem que a história se passa nos dias de hoje, como a presença do McDonald’s, mas quando mostra o casebre em que a protagonista vive, encontramos árvores e coelhos, um cenário singelo devido à grande quantidade de branco, saído das páginas de algum conto de fadas.

Infelizmente, Do You Remember My Lullaby tem seus pontos negativos. Algumas partes do roteiro ficaram mal-explicadas para prover o clima que tem, como, por exemplo, a menina, que parece ser filha da protagonista, mas não mora com ela, embora o filho sim. Os diálogos poderiam ter uma melhor condução; não critico a escolha das palavras, mas a quantidade absurda de contrações, que não se integram com o clima que o curta quer passar.

Apesar desses e outros pontos negativos, Do You Remember My Lullaby vale a pena ser assistido. Há mais de uma interpretação quanto ao enredo, o que faz do curta mais interessante. Basta clicar aqui para fazer o download e ter sua opinião a respeito dele.


Visões

Postado em 10/03/2013 (01:49) por Pititia12   |   Categoria: Reviews

Visões

Prós Contras
  • Mapeamento excelente
  • Muito realista
  • Ilustrações ótimas e feitas pelo autor
  • Trilha sonora muito boa
  • Ambiente assustador
  • Muito bem detalhado
  • Trama envolvente
  • Dificuldade na medida certa
  • Alguns bugs que chegam a atrapalhar o jogo
  • Pequenos erros de gramática
  • A protagonista parece não se importar com corpos nas paredes e sangue no chão, como se fosse algo normal
  • Muitas vezes o jogo te deixa perdido a sorte para achar uma saída


Jogos de RPG Maker não dão medo? Se prepare para mudar completamente sua opinião com Visões, feito no RPG Maker VX pelo Leon G-NOX, mostrando que não é necessário gráficos exuberantes ou homens esguios para assustar alguém.

Contando com uma trilha sonora assustadora e ambientes tenebrosos, consegue passar ao jogador o desespero de estar sozinho no meio do perigo com poucos recursos para se defender, em cenários bem realistas e detalhados e recheado de momentos em que você precisa escolher fugir de medo à lutar e morrer. Não pense que em Visões você terá armas com munição ilimitada e inimigos fracos, muito pelo contrário, há apenas quatro tipos de armas, cada uma com um pequeno número de munição, fazendo o jogador guardá-las apenas em momentos importantes e extremamente necessários para não ficar na mão lá na frente.

Mezanino

Uma das coisas que mais encantam são as ilustrações feitas pelo próprio autor e os detalhes nos cenários. Sem dúvidas o jogo se destaca e muito da grande parte dos jogos de RPG Maker por causa do seu visual, vemos quartos do tamanho certo e com os móveis certos, iluminação perfeita, uma HUD completamente eficaz e sem exageros, e claro, sangue, muito sangue.

O criador fez com que apenas um simples hotel se tornasse um grande lugar para explorar, você pode ir e voltar a qualquer canto, investigar lugares secretos e buracos nas paredes, muitos quartos e segredos para procurar, te dando uma boa liberdade de ir e vir sem perder o foco da história, é claro.

Mezanino
Infelizmente nos deparamos com alguns elementos defeituosos no jogo, alguns até fazendo o jogador ter que voltar seu save e fazer tal cena novamente, como alavancas que não se desligam e monstros que te empurram pra trás fazendo com que o char fique preso na parede. Outra coisa percebida foi a falta de explicação ou dicas em algumas partes, que fazem o jogador perder horas tentando adivinhar o que tem que apertar para poder sair de tal lugar.

Apesar de tudo, Visões é um ótimo exemplo de jogo a ser seguido, claramente feito com carinho por seu criador, a facilidade de entrar no clima de terror e sentir medo o torna muito divertido de se jogar, fora a trama do jogo, que te deixa cada vez mais curioso e instigado a descobrir o que está acontecendo. Se você espera sentir medo, aproveitar um bom jogo e se aventurar numa complexa e misteriosa história, Visões é o jogo feito para você.

O jogo Visões está completo, você pode jogá-lo acessando este link e baixando.

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