De volta!
Como já devem ter percebido, o site voltou ao ar após a manutenção! Hoje, dia 12 de Maio, existem algumas poucas mudanças no fórum em relação à data de manutenção (13 de abril), ainda sim é interessante que vocês, membros, tenham conhecimento.
Além de modificações no fórum, ocorreram também modificações na staff do fórum, que você pode dar uma olhada clicando aqui.
Manutenção do fórum
Atenção!
O fórum está em manutenção programada. Pedimos que tenham paciência, visto que a manutenção, que tem como objetivo corrigir problemas de consumo exacerbado de recursos do servidor, durará por volta de uma semana; talvez menos, talvez mais.
Acompanhem a MRM nas redes sociais para obter mais informações durante o processo. Tudo sai primeiro no Facebook.
Do You Remember My Lullaby

O jogo é, na verdade, um curta-metragem com duração de aproximadamente 25 minutos. Por isso, não há a possibilidade de locomover as personagens, a única interação que o jogador tem com o jogo é passar as falas. Foi produzido no RPG Maker XP pela Freebird Games, também responsável pela produção de To The Moon.
Do You Remember My Lullaby é um presente de natal, logo, somos remetidos à época natalina, com direito a luzes coloridas
piscando, neve e felicidade. Longe da cidade, há um casebre, onde uma mãe mora com seu filho. A história é contada através de flashbacks e ações, contendo poucas falas, sendo que elas estão quase sempre sendo postas em evidência, o que resulta em um ambiente vazio e triste, entrando em grande contraste com o clima natalino.
É-nos apresentado um cenário triste, quase apagado, que nos leva a simpatizar com a mãe, que luta pela sobrevivência de sua família. As cenas são bem conduzidas; as músicas trazem todo o ambiente melancólico, nos diz que é uma história triste, e elementos são destacados para dar voz às ações. Temos, como exemplo, a cena em que a mãe pega a caixa de música; o fundo se apaga, e mostra
apenas a protagonista indo em direção ao objeto, caminhando na escuridão.
O que mais chama atenção no curta é sua persistência em nos fazer simpatizar com a mãe, mas em nenhum momento nos é dito seu nome. Também não vemos seus olhos, seu rosto é vazio, como se fosse o semblante da tristeza, como se ela tivesse em mente que deveria permanecer forte diante do que a vida lhe fez passar – mas somente até certo ponto. Durante grande parte do desenrolar da história, somos mantidos no escuro a respeito da fala da mãe. Suas falas são sempre breves, quando ela as
tem. Na maioria de suas interações, descobrimos o que ela disse através das falas da outra personagem. Porém, mesmo continuando uma desconhecida aos nossos olhos, ainda sentimos compaixão.
É interessante também a mistura que o curta faz, com realidade e fantasia. Na cidade, temos elementos que nos dizem que a história se passa nos dias de hoje, como a presença do McDonald’s, mas quando mostra o casebre em que a protagonista vive, encontramos árvores e coelhos, um cenário singelo devido à grande quantidade de branco, saído das páginas de algum conto de fadas.
Infelizmente, Do You Remember My Lullaby tem seus pontos negativos. Algumas partes do roteiro ficaram mal-explicadas para prover o clima que tem, como, por exemplo, a menina, que parece ser filha da protagonista, mas não mora com ela, embora o filho sim. Os diálogos poderiam ter uma melhor condução; não critico a escolha das palavras, mas a quantidade absurda de contrações, que não se integram com o clima que o curta quer passar.
Apesar desses e outros pontos negativos, Do You Remember My Lullaby vale a pena ser assistido. Há mais de uma interpretação quanto ao enredo, o que faz do curta mais interessante. Basta clicar aqui para fazer o download e ter sua opinião a respeito dele.

O cenário que o RPG Maker promove
O que um maker enfrenta? Atualmente, o público que utiliza o RPG Maker cresceu muito, e, consequentemente, o número de projetos inacabados. Esse fato vem se ressaltando
nas comunidades e se tornando um problema constante. Isso se dá porque os makers passaram a se importar mais com o perfil no fórum do que com terminar seus jogos.
Para justificar essa afirmação, é preciso citar o Projeto de Ouro, principal evento da comunidade. O Projeto de Ouro exigia uma avaliação dos dados do tópico do projeto, que aos poucos foi perdendo sua essência, passando a eleger os tópicos mais bonitos. Os membros, então, passaram a se esforçar mais nos tópicos do que nos projetos, com a intenção de ganhar o prêmio. Agora que uma demo é necessária para concorrer, a comunidade espera jogos igualmente bem trabalhados quanto os tópicos, e os makers já estão providenciando isso. Afinal, é sempre bom ganhar prêmios, pois são eles que dão reconhecimento e destaque ao nosso trabalho.
E é por reconhecimento e destaque que temos a busca pela suposta perfeição, ou seja, buscamos querer inventar algo nunca
visto antes, criar inúmeras raças e classes para realçar o projeto. Embora não seja um ponto negativo, fazer isso apenas complica o desenvolvimento do mesmo, e, desse modo, ele acaba tornando-se algo inalcançável pelo criador, um patamar muito elevado para suas habilidades.
Para criar um jogo, com começo, meio e fim, o criador precisa ter em mente seu limite, além de conhecimentos básicos em todas (ou quase todas) as áreas. Os recursos estão mais acessíveis do que no passado, e não é surpresa encontrar projetos utilizando os mesmos, até porque, esse número está crescendo. Desse modo, se quiser mais destaque para o seu jogo, o maker deve aprender a criar parte de seus recursos.
No entanto, vale a pena aprender coisas que você considere chatas e não tenha afinidade para apenas conseguir produzir um jogo? É nesse ponto que entra um dos assuntos mais abordados recentemente, a comercialização de jogos criados no RPG Maker. O número desses jogos vem crescendo, e cada maker acaba se perguntando se um dia conseguirá cobrar por um jogo seu. Comercializar o jogo exige recursos próprios ou posse de direitos autorais, e devido a isso, o maker se depara com
uma questão muito polêmica: o RPG Maker é um hobby ou início de uma carreira?
Convenhamos, não é possível “dominar o mundo” com o RPG Maker, uma vez que a engine é bem simplificada, pois visa promover a possibilidade de criar um jogo a todos os públicos, desde aquele que não tem conhecimentos aprofundados de programação a aquele que já trabalhou com isso. A facilidade que a engine propõe para atingir o público novato é um fator que leva a crer que o RM é um programa amador. Por isso, é sempre bom, para aquele que vê o RPG Maker como um início de carreira, decidir aprender tudo o que se pode sobre a engine e focar em outras mais rapidamente.
E se o maker decidir enxergar tudo o que está fazendo como um hobby, algo divertido, uma fase; não vai ser necessário aprender coisas que são difíceis e estressantes, coisas que ele não gosta, não tem contato e não tem afinidade. Será, então,
bem melhor usar o que já está disponível. Todavia, como esse maker vai destacar seu projeto se os melhores recursos já estão sendo considerados comuns por estarem presentes na maioria dos jogos?
O problema é que todos querem destaque. Não queremos que nosso trabalho, que ocupou boa parte de nosso tempo, passe despercebido. Queremos vê-lo sendo aproveitado. É interessante como essas questões estão relacionadas, as voltas que elas causam, e, mesmo assim, em algum ponto o maker terá que fazer sua decisão. Qual é, afinal, o cenário que o RPG Maker promove?
Gameplay: Concurso "Crie seu Boss"
O vídeo apresenta os três chefes vencedores, o dos membros FPR, Tanatos e Jalax. Todos feitos com muita dedicação, o que os levou à vitória.
Se você participou deste concurso e não teve o privilégio de subir ao pódio, não se preocupe. Haverão outros concursos por aqui, assim como o Concurso de Mini-Games que já está acontecendo. Não perca chance e corra para participar!





